Versejos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uma prece.

Ah, sertão! Posso sentir o cheiro das tuas folhas cinzas
O amargo sabor da sua sequidez
E esse teu chão rasgado entrecortado de (dês) esperanças
O céu num fulgor: pulcro e sedutor
São nos olhos alheios e padecentes das Maria’s que enxergo a poesia
Nos seus gemidos prantos navego num mar de sons
Vem, chuva!
Sacia nossa fome, faz verdes os nossos lares, alimenta a nossa dor
Vem e atende as preces da fulana nordestina, antes que suas pálpebras cerrem e seus lábios já não possam mais gemer pelo calor do seu dulçor
Os rios lamentam águas mortas 
E os raios de sol que vem parindo no horizonte
Ilumina a face dos filhos dessa terra mãe seca
Vem, chuva!
Vem e sacia a nossa fome. 
                                                            

3 comentários:

  1. Acho linda a música, maravilhosa mesmo... Já perdia a conta de quantas vezes a ouvi consecutivamente, de quantas vezes a degustei em semi-pranto...
    Sua voz é linda, sua poesia é maravilhosa, e esta prece é uma indefinível união de ambos e supremos talentos...
    Parabéns; ou tanto melhor: Obrigado.

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  2. Sou completamente apaixonada por essa música. Que letra linda, uma verdadeira prece. Obrigada Aquila por nos presentear com tão bela poesia.

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  3. Sou completamente apaixonada por essa música. Que letra linda, uma verdadeira prece. Obrigada Aquila por nos presentear com tão bela poesia.

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