Versejos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sonhos Severinos.

Sonhos paridos
Fagulhas de tempo
Suplícios Severinos
Alentos de redenção
A chuva ausente
Distante
Silente
Esperanças virão
Um choro ardente
Pedinte
Clemente
Ê terra de cão!
Severino é cabra forte
Severino não sucumbe não
Corpo rendido às dores
Enfado
Pés no chão
Prenhe de fé
E em ancha devoção
Severino ainda faz a inquirição:
Onde se escondem os mimos do meu sertão?
Sonho terras férteis, menos febris
Sonho chuva forte, cais pra mim
Sonho abudâncias, anseios do porvir
Sonhos que não padecem
Não morrem
Não se esquecem
Faz-se vivos enfim.

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