Versejos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Perota Chingó - La Complicidad.

O tipo de música que quando a gente escuta parece que a alma sai fora do corpo e segue flutuando por paragens outras sem querer saber de voltar. Leve, terna e puro encanto. 



Marcelo Janeci - A gente é feito pra acabar.

A música é realmente coisa de Deus. São quase oito minutos de puro esplendor musical. 



Geni e o Zepelim por Letícia Sabatela.

Uma interpretação primorosa a uma canção que é puro primor, quase tautológico isso aqui. Trágica, dramática, teatral, transcendente! Sabatela me fez render-se a suspiros e arrepios. Impossível não se emocionar.





Uma opinião.

Parece que os nossos ativistazinhos virtuais da moda encontram nesse episódio sobre o "falso" fim do Bolsa Família a oportunidade para mais uma vez lançarem mão de suas teses anacronistas sobre os programas de distribuição de renda do governo federal. Seguindo o discurso dos arautos da grande mídia eles repetem com ares de indignação o blá blá blá de sempre, é a redundância das mesmas ideias: o de que essas esmolas do governo são uma piada, que o governo deveria investir mais em educação, que isso tudo não passa de manobra eleitoreira para conquistar voto, que o governo ao invés de dar o peixe deveria ensinar o povo a pescar e por aí vai. 
O que todos esses revolucionários da internet deveriam saber, mas não sabem porque estão preocupados demais em demonizar os pobres e governo que os ampara, é que esses programas de distribuição de renda geram um impacto dinamizador na nossa economia, que as "esmolinhas" do governo, como eles chamam, tirou 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza, que esses programas incluem social e economicamente aqueles que foram vítimas de um sistema desigual, perverso e separatista que sempre serviu para satisfazer os interesses das elites e da oligarquias.
Essas pessoas " de fino trato" que criticam com tanta veemência as políticas sociais do governo e o bolsa família, fazem isso porque consideram absurdo estarem transferindo "migalhas" para os que vivem na miséria. Para eles o Estado não pode ser mãe para o pobre, mas como diz o Vladimir Safatle, "nunca reclamam quando o Estado é mãe para eles".
O Bolsa Família tem sido elogiado por líderes internacionais, inclusive nesses últimos dias a diretora do FMI saudou nosso país pelos seus êxitos econômicos e chamou o Bolsa Família de "modelo para o mundo".
Graças as políticas de inserção social do governo Lula/Dilma o Brasil conseguiu virar uma página decisiva de sua história, e o Brasil que antes era casa de alguns poucos, hoje é casa de TODOS nós.

sábado, 1 de junho de 2013

Lembranças e saudade.

Vez ou outra ofereço-me entregue a fugas repentinas e a intermináveis devaneios; revisito minhas memórias e as primeiras e mais gratas lembranças que me acolhem dizem dos bons velhos tempo da minha época do colegial. Talvez essa tenha sido a época mais incrível da minha vida; talvez não, certamente que sim. Era um tempo outro, tão farto em ingenuidades, travessuras, candura e tantas besteiras. Sempre que volto ao tempo de agora chego cheia de saudades e com um aperto enorme no peito. Meus olhos lagrimam náufragos e eu simplesmente emudeço. A nostalgia me dói de um jeito que não sei como explicar, mas jamais, jamais me furto a essas lembranças, pois que gosto do que elas me devassam, do que elas me confessam, do que elas me dizem e desdizem. Regojiza-me os sentidos vê-las remanescerem assim: intactas em mim.